Rio Grande Mineiração

Ciclo de Conversas com as Comunidades

O diálogo com a comunidade sempre foi prioridade.

Desde que a RGM chegou em São José do Norte, lá em 2011, a escuta e a transparência fazem parte do dia a dia da equipe responsável pelo projeto Retiro. Mesmo quando tudo ainda era estudo, diagnóstico e planejamento, já existia uma certeza: estar perto da comunidade era tão importante quanto qualquer etapa técnica.

Esse vínculo com os moradores foi se fortalecendo com o tempo. Reuniões, visitas, rodas de conversa, participação em eventos e ações educativas marcaram esse percurso. Cada encontro foi uma oportunidade de troca — um espaço para apresentar o projeto, esclarecer dúvidas, ouvir preocupações e construir relações baseadas no respeito.

Entre 2013 e 2014, às vésperas das Audiências Públicas do Projeto Retiro, uma série de conversas foi promovida com moradores de áreas urbanas e rurais do município. Em muitos desses encontros, além dos diálogos, teve gestos simbólicos, como a entrega de mudas nativas, que representavam não só o compromisso ambiental, mas também o cuidado com as raízes e com o futuro do território.

Esse ciclo de conversas segue sendo um dos pilares do projeto. Porque pra nós, desenvolvimento de verdade é aquele que se constrói junto, com diálogo e participação de quem vive o dia a dia do lugar.

Presença que se constrói com o tempo

O diálogo com a comunidade sempre esteve no centro da atuação do projeto, mas não parou por aí. Desde os primeiros anos, a RGM esteve presente em escolas, eventos públicos, encontros com instituições e espaços de debate — construindo pontes com quem vive, trabalha e decide em São José do Norte. A seguir, destacamos alguns dos momentos que marcaram essa trajetória:

Presença institucional e construção de parcerias

Nos primeiros anos, uma das prioridades foi estabelecer relações de confiança com instituições públicas e organizações locais. A equipe participou de reuniões com secretarias municipais, associações de pescadores e produtores, representantes da Câmara de Vereadores e entidades de educação, cultura e meio ambiente. O foco sempre foi a troca de informações, o esclarecimento técnico e a criação de um ambiente de cooperação.

Compromisso com a escuta institucional

Além do contato com as comunidades, a escuta institucional também teve espaço desde o início. Em 2014, por exemplo, aconteceram encontros importantes com representantes do poder público local. A reunião com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi dedicada à discussão dos estudos ambientais e do planejamento da futura operação. Já a apresentação na Câmara de Vereadores teve como foco a transparência do processo e o diálogo com lideranças políticas.

Educação ambiental e ações simbólicas

Em paralelo às atividades técnicas, a RGM também desenvolveu ações de educação ambiental, especialmente com escolas e grupos locais. Entre as atividades, destacam-se rodas de conversa e a entrega de mudas nativas em datas comemorativas, como o Dia da Natureza. Esses gestos simples ajudaram a fortalecer os laços com o território e reforçaram o cuidado com o futuro.

Presença em datas comemorativas

Participar dos eventos que fazem parte da vida da cidade foi uma forma de demonstrar respeito às tradições locais. A presença na Semana Farroupilha, no Dia Mundial da Água, no Dia da Árvore e na Feira do Livro possibilitou o contato direto com a população e a troca de ideias sobre meio ambiente, cultura e identidade local — tudo isso em espaços simbólicos de pertencimento.

Participação em agendas e debates estratégicos

Também em 2014, a equipe do projeto marcou presença na audiência pública realizada em Brasília sobre a Travessia a Seco entre São José do Norte e Rio Grande. Mesmo em fase de estruturação, a participação demonstrou interesse em acompanhar as discussões sobre infraestrutura regional e contribuir com o desenvolvimento da região de forma mais ampla.